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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cansei de tentar ser um herói.

Agora sou um anti-herói.

Vida bem menos ingrata.

terça-feira, 3 de março de 2009

O que fazer?

O que eu faço quando gosto tanto de uma pessoa que o fato dela estar triste me entristesce, me corrói, mas claramente sou o motivo da tristeza?

O que me dói mais ainda é que, se não fosse isso, estar perto já me bastava pra eu me sentir bem, bem como não me sintia a um bom tempo, um tempo escorrido, uma prisão, um exilio.

O pior de tudo é se ver totalmente impotente a fazer qualquer coisa. Qualquer coisa que eu pudesse fazer, o faria sem pensar. E se não desse pra fazer, arranjaria um jeito.

Queria ser aquela presença que preenche pra ela também, mas não sou. Nem de perto.

Se pudesse, se achasse certo, deixaria de existir - Puff! - E então levaria embora todo esse sofrimento. Sem passado, sem presente, sem futuro. Seria digno.

Em nenhum momento quis mesmo sobreviver, se me pedissem pra enumerar as vezes que me senti feliz e realizado, seriam poucas, e a felicidade dessa pessoa seriam uma delas, disparado no topo - e nas que eu mais me recordo bem.

Queria ter uma vida completa. Mas é mais dificil que parece.

Perdão por qualquer coisa. Gostaria de sintetizar melhor em palavras esse nó na garganta, evitar constrangimentos, gostaria mesmo de fazer algo a favor, mas nem de perto imagino uma solução.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

psycho Per.Verts - You Were All Made of This

Letra: Mr. Moura

There's a doubt ashaming me
When I look behind
As long a try to deny
You'll deny ourselves

Nothing to redeem, you nor I
It's only a curse over me
Playing fair without more lies
Come on to make our best again

You were all made of this
Pieces of dream now lost to me
You were all made of this
Keeping lies won't make then real
You were all made of this
Crimes and sins without redeem
You were all made of this
An angel falling away from me

I've tried to forgive myself
But there's a karma to pay
Now I just want to kill all the gods
Who taked you away

The space between us became a hole
Our fortune said this
I'd pray for turn back the past
And send me to die straight in your arms

You were all made of this
Pieces of dream now lost to me
You were all made of this
Keeping lies won't make then real
You were all made of this
Crimes and sins without redeem
You were all made of this
An angel falling away from me

Without you and I keep dreaming
Dreaming with you in my arms
Can't just believe only in words
I keep seeking your eyes
Without you and
I'll won't not figure it out
All I need is to reach you again

You were all made of this
Pieces of dream now lost to me
You were all made of this
Keeping lies won't make then real
You were all made of this
Crimes and sins without redeem
You were all made of this
An angel falling away from me

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Frustrações na vida? Desconte nas artes.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sonhar com ela

Ontem a noite, quando recostei minha cabeça, mal dormi, na verdade, ando com um problema grave de insônia.

Uma das minhas estratégias de chamar o sono é relaxar ao máximo. Sabe, tirar a tensão todo e qualquer músculo do corpo, e assim conseguir, ao menos, descansar.

Assim, a mente fica vazia de quase qualquer preocupação e vaga, livremente.

Essa oite tive um "sonho" especial, sonhei com ela, meu amor. Tão distante fisicamente, mas me fez uma visita.

Ela dormia em meus braços, no meu colo, agarrada em mim, aninhada no meu colo, do jeito que eu estava. O lindo rosto dela passava uma serenidade tão gostosa que eu poderia me perder ali mesmo, apenas, mas o corpo dela junto ao meu, quente, suas lindas pernas também, aninhadas as minhas, um carinho silencioso e terno que, mesmo os desejos mais carnais se tornavam brancos, puros, inocentes, deliciosos como uma brisa, algo longe do "certo e errado".

Delicioso sonho, mas por sonhar em abraçar ela, acordei de braços cruzados.

Braços cruzados pra esses sonhos? Que ironia.

Me irritei um pouco com essa ironia, afinal ela não é nada real, e nem quero que seja.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Sonhos de uma noite de piano

Esta noite sonhei que tocava piano. Não que eu nunca tenha nem encostado em um instrumento de teclas, mas nunca fui realmente bom.

No sonho, eu me sentava, na frente do piano, e começava a tocar I'm Easy, do Commodores, que ficou famoso "atualmente" com o Faith no More tocando.

Adoro essa música, eu estava tocando pra alguém especial, mas não gostei muito de estar tocando, afinal, a letra dela, principalmente se dedicada a pessoa que eu estava tocando, é uma irrealidade.

Parei.

Então, comecei a tocar uma composição, provavelmente minha, sem cantar. Puxada pra estilos mais eruditos, como rococó ou barroco, leve, porém uma melodia linda, intrincada, com baixo na mão esquerda, melodia na direita. Linda. Ela até tinha a direito de tocar a base de baixo para a mão direita e a melodia para a esquerda. Algo emocionante.

Esta noite sonhei que tocava piano.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A incrivel guerra das nações erradas

Em um lugar distante de um mundo que não existe, haviam duas nações, vizinhas de comportamentos estranhos e redundantes.

Aquelas nações dividiam um mesmo território de uma ilha esquecida, que pelo clima ameno, mas firme, poderia se deduzir que era próximo de algum dos trópicos. Todas as estações tinham ali seu lugar, invernos azuis, primaveras pastéis, verões vermelhos e outonos laranjas.

Tudo se passava bem na ilha. Duas nações. Uma delas, a oeste, uma tribo antiga, descendentes de uma outra cultura ancestral, que erguiam templos belos, torres que violavam a castidade do firmamento, e feroz em batalha, mutilavam inimigos visualmente, com seus trajes de monstros e armas de guerra vermelhas e negras, e tinham adornos de crânios e pele humana em tudo, inclusive em suas roupas.

Do outro lado da ilha, a leste, uma nação totalmente pacifica e defensiva, rústica e sábia. O protecionismo da tal nação sempre foi tão grande que uma barreira intransponível de argila e madeira foi erguida, vertiginosa e a auto-relevo, como se convidasse seus inimigos a tentar escala-la, e assim, morrerem tentando. Seu protecionismo era muito maior que a guerra ou a defesa: A sabedoria milenar ali era guardada como o bem mais precioso, e o único que não poderia jamais ser roubado.

A nação do oeste era conhecida como País dos Surdos-Mudos e a do leste como País dos Cegos, pois todo habitante de sua respectiva nação tinha algo em comum - a deficiência que dava nome a sua cultura.

Ambas cresciam tanto que pareciam que logo iriam entram em colisão, mas o caracter tão diferente quanto a guerras das duas jamais criou conflito grave, apesar de ambas serem tão quão bélicas.

Por anos, décadas, séculos, milênios, æons, ou qualquer outra quantia de tempo, foi assim. mas algo era crescente, um ódio mútuo que em suas diferenças, e atitudes cada vez mais pavorosas contra delitos simples como invasão de fronteiras.

A nação de surdos cada vez mais pixavam e depredavam a muralha gigantesca dos cegos, e os cegos cada vez mais falavam palavras duras e ríspidas aos seus vizinhos. A tensão aumentava gradativamente até um estado de guerra estourar.

No front de batalha, as duas linhas se encontravam, prontas para invadirem a cidade de seus inimigos, pilhar tudo, estuprar todas as mulheres, degolar todas as crianças, destruir e queimar até os fundamentos cada uma das construções.

Os cegos se orientavam pelos sons, e os surdos pelo visual, foi uma batalha terrivel, pois ambos tinham vantagens claras contra seus inimigos limitados.

Não houve sequer um sobrevivente: As amedrontadoras armas de guerras do oeste eram indiferentes aos urros de batalha ferozes e sábios do leste, assim, dando fim a ambas as nações.

sábado, 27 de dezembro de 2008

2008, vá embora

A exemplo da Sandrine, resolvi fazer uma não-retrospectiva de 2008.

Divagar sobre o que foi 2008. Foi um ano turbulento, apesar de, no fim, num ter dado quase nada com nada. Só me conheci melhor, e no fim, acabei tirando esqueletos do armário o ano todo.

Nisso foi um ano bom pra caralho. Dei na cara de muita gente que eu estava tendo que engolir, humilhei, xinguei, botei pra fora. Enfim, chorei que nem pobre na chuva na frente do barrado desabado.

Aliás, isso me lembra Nós Na Fita, pobre é tudo incoerente, passa a vida toda falando que num tem nada, que é miserável, mas quando o barraco pega fogo, desaba, fala que perdeu tudo. Tudo o que, caralho?

Por outro lado, 2008 preparou terreno pra muita coisa a ser feita em 2009. Do mesmo modo que nada de concreto se resolveu por completo, tirar as covas do quintal serviu pra deixar um espaço pra um jardim. Sei lá, colocar umas macieiras, uma piscina, um lugar para os gêmeos brincarem quando estiverem nascidos e com idade, coisa básica.

Dei com o meu nariz em muitas portas, mas isso só provou que minha cara de pau não racha fácil. É bom descobrir depois de uma adolescência esquisita que sou um adulto auto-confiante pra caralho. Tá que isso é minha visão interna, por fora provavelmente devo parecer mais com uma mistura de reclamão com burro xucro...

2008 também acabou mostrando um espaço mais profissional, menos Peter Pan pra mim. Cresci, e de fato isso é um tanto amargo. Não amargo feito lamber cabelo alheio em busão amargo, mas amargo feito uma barra de chocolate, uma cerveja forte estalando de gelada, um cigarro de filtro vermelho. Um prazer deveras refinado, algo que antes poderia ter sido considerado sofrimento.

Enfim, não tive nenhuma lesão grave, não me arrisquei fisicamente em 2008. Tá, meu joelho continua uma bosta, mas isso é um problema antigo, pelo jeito. É só ponderar nas caminhadas que ele dói pouco.

Quem sabe em 2009 meu joelho para de doer?

PS: Ah é, a Dercy Gonçalves morreu, os EUA elegeram um presidente negro e filho de político africano e saiu o Chinese Democracy depois de 14 anos!!! O mundo vai passar por mudanças absurdas! (Ou não)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Love Hurts

Não, não é facil falar de amor, principalmente quanto ele não é o conjugal.

Por mais que os hipócritas digam o contrário, amizades sim, são para sempre, eternas, imáculaveis. Pelo menos as verdadeiras.

Elas não veêm cor, sabor, interesses, sejam estes materiais, físicos, psicológicos, espirituais. Uma amizade não serve pra você se afirmar acima de alguém, ou se aproveitar de habilidades alheias.

As vezes, o abuso da falsa amizade vem de niveis mais baixos, quase inimaginaveis, cruéis, nescessidades absurdas de auto-afirmação, baixa estima, uma relação de via única.

Cadê estes nos piores momentos?

Ali, em prostração.

sábado, 6 de setembro de 2008

Vida

Pois então, queridos leitores.

O que é a vida, literalmente? Se não uma sucessão de fatos que um dia lá pros seus quarenta e cinco anos, joelhos doloridos e primeiros fios grisalhos, vão te tornar uma pessoa sábia. Ou não.

Trilhar um caminho pensando assim chega a ser prazeiroso, afinal. Pense que nada na vida vem sem propósito, um eterno aprendizado pra te tornar uma pessoa culta, inteligente, ou as vezes só ladina e larápia.

Aprender é o único prazer eterno da vida. Perder a gana de conhecer, é perder todo o resto.

Que vida chata seria se tudo que quisessemos acontecesse sem realizações. Sem aquele momento prazeiroso, ou sombrio, de planejar, a sacada genial ao olhar pra traz, e vencer.

Mas não vencer de qualquer forma.

Vencer bonito, ver que com um pouco de planejamento e muito de coragem tudo se faz possivel, a massa cresce, o prédio fere o céu, o Gigante é banido pra Niffenhell.

E perder também faz parte, falhar, ter que engulir o orgulho, aprender a não errar de novo no mesmo ponto. É duro, mas isso só contribui para que os grandes momentos da vida sejam enormes.

Assim como deve sempre ser.

terça-feira, 1 de julho de 2008

O aprendiz e o diabo

Uma vez, caminhando em uma estrada, acabei por encontrar o diabo em pessoa numa encruzilhada.

Lá estava, Lúcifer, elegantemente vestido em um terno cinza riscado, uma camisa negra bem justa em seu corpo magro, gravata vermelha colocada num nó windsor muito bem feito, sapatos marrons de couro provavelmente de algum animal exótico, chapéu panamá.

Fumava um charuto que parecia soltar um agradavel cheiro de casca de cereja, mas em uma segunda impressão era um cheiro insuportavel de enxofre com cabelo queimado.

Seu rosto era pálido, magro, com queixo bem definido, sorriso sacana, mesmo enquanto fumava olhando para a paisagem. Seus cabelos bem cortados, negros como seus olhos que se escondiam atraz de uma lente purpura arredondada de um oculos de armação dourada.

Conforme fui me aproximando, o danado foi me acompanhando com o olhar - assim como fazemos quando vemos um amigo de longa data chegando. De longe percebi que ele estava para tirar algum coelho de alguma cartola e entregar pra mim. Mas fui em frente, já pensando em alguma resposta inteligente.

Chegando lá, ele já me comprimentou pelo nome, e explicou com clareza quem era. Era ele mesmo, o cara que foi atiçar o Jesus no deserto, que mandou mensageiros a Fausto e Crowley. Era interessante ouvi-lo, era de uma sabedoria mórbida absurda sobre os ultimos fatos da minha vida, mas mesmo assim era algo de querer se ouvir. Não havia charlatonisse em suas palavras.

- Tenho uma proprosta, para você - disse ele, interrompido apenas por uma longa tragada acompanhada por uma baforada vaporosa, que parecia sair junto com gritos de desespero - Eu posso lhe trazer a mulher da sua vida de volta, entregar toda a fortuna que um homem pode sonhar em ter, o exito no seu projeto pessoal, fama e sucesso, e posso garantir que posso cumprir, mas com o preço de sua alma ser entregue a mim.

Tendo em vista que essa proposta era um tanto quanto manjada, recolhi toda minha simplicidade e pensei bem sobre o assunto, enquanto ele sorria sobre mim com um ar superior. E se realmente tudo isso fosse alcançavel assim, num piscar de olhos? Sem esforço algum, resolveria todos meus problemas ali naquela encruzilhada e só me preocuparia depois quando fosse entregar minha alma.

Então, veio o estalo: Pra que serve uma alma? Pra mim posso até imaginar, algo como passe no Juizo Final, mas num tinha muito certeza. E porque ele está tão afoito por almas? - Puxa! - Era minha chance de passar a perna no serelepe da história humana! Era uma chance unica proferindo apenas uma pergunta simples que ele não poderia se negar a responder, já que era tão bom negociante!

E então perguntei - Lúcifer, pra que serve uma alma? Não só pra mim, mas também pra você, do que vai adiantar você ter minha alma, e todas as outras acumuladas pela história?

O sorriso sacana na minha cara até era mais vislumbrante que o do próprio - Venci - eu pensei.

O silencio tomou o lugar por milissegundos infinitos, pelo menos para mim. Pude saborear minha ilusiva vitória o quanto quis, esperando uma resposta. E ela veio

- De fato, amigo - ele disse olhando dentro de meus olhos - você não é burro que nem a maioria dos meus clientes! Sabe exatamente o que quer, e não corre riscos adversos por bens mundanos. Procura o conhecimento antes. Admiro isso.

Por dentro eu não me continha. Se ali houvessem fogos de artificios, eles estariam voando para todos os lados.

- Então, como está fazendo jogo duro, lhe proponho uma proposta melhor - Sorriu vitorioso e tragou de novo o charuto - Tudo aquilo que te prometi antes, mais esse conhecimento sobre a alma que você parece estar desesperado por saber, assim que me prometer entregar sua alma.

E então ali eu estava para ser pego desprevenido.